Um mágico dos campos. Um fenômeno com dribles e gols. O principal artista da exibição mais admirada. 24 anos, muitas conquistas coletivas e incontáveis títulos e recordes pessoais. Este é Leonel Andrés Messi! Não apenas o melhor jogador do mundo nos últimos anos, mas sim uma raridade que encanta, e ao mesmo tempo, chega a assustar os apaixonados por futebol com a forma como atua dentro das quatro linhas.
Dias atrás analisava uma reportagem que confrontava Pelé ao argentino! Todos vão pensar em uma pesquisa sem fundamento, já que algo incontestável é que não há como se comparar nada com o eterno 10 do Santos; porém esta era uma pesquisa interessante e que destacava não o quão distante Messi está de Pelé, mas sim o quanto este argentino já fez no futebol mundial. Me interessei por este tema e apresento alguns dados neste post.
Messi assumiu o papel de principal protagonista da equipe catalã na temporada 2008/2009 – após o título das Olimpíadas com a seleção de seu país - e coincidentemente desde então, o Barcelona apresenta o melhor futebol do mundo. Na temporada seguinte, La Pulga fez 38 gols em 51 jogos (média de 0,74 por jogo) e ajudou o time a conquistar nada menos que seis títulos, sendo a Liga dos Campeões, o Campeonato Espanhol e o Título Mundial Interclubes. Foi premiado com o título da FIFA como melhor jogador do planeta; somado a estes vários títulos de revistas européias de renome.
Em 2009/2010 a média de gols subiu para 0,88 (47 gols em 53 jogos) e em 2011/12 subiu ainda mais, alcançando 0,96 (53 gols em 55 jogos) Mesmo sem muito brilho durante a Copa do Mundo na África, Messi recebeu de forma merecida novamente o prêmio de melhor jogador. Fato que também se repetiu em 2011, mais uma vez sem nenhum questionamento. O camisa 10 do Barça simplesmente faz o que quer da bola e em dias inspirados nos presenteia com espetáculos como a atuação de gala na goleada de 7 a 1 contra o Bayern Leverkusen recentemente (jogo em que mais um recorde foi atingido: 5 gols em uma mesma partida da Champions League).
Nestas últimas duas temporadas, Messi somou mais um título da Liga dos Campeões (10/11), dois campeonatos espanhóis (09/10 e 10/11), o título mundial da FIFA 2011 e supercopas. Sendo artilheiros em algumas dessas competições, recebendo ainda mais premiações da imprensa européia e sendo extremamente decisivo em jogos importantes (inclusive contra o Real Madrid em várias oportunidades). O que mais impressiona é como ele não para de evoluir, todos os adversários sabem do perigo que é ter como adversário, mas ninguém descobre a fórmula de como pará-lo.
Na data de hoje, Messi alcançou seu 234° gol com a camisa azul-grená, tornando-se assim o maior artilheiro da história do Barcelona (recorde que pertencia a Cesar Rodriguez até então com 232 gols) e anotando assim 54°gol em 45 jogos da temporada. Uma média assustadora de 1,2 gols por jogo!!! Este fato contribui ainda mais na argumentação de como o jogador fica melhor a cada ano. O aumento gradativo da média de gols é um indicativo de que dificilmente há algum jogador que possa superar o argentino nos próximos anos.
Ao compararmos estes valores com alguns dos principais atacantes da atualidade, a distância de realidades parece ser ainda maior. Pelos clubes que jogou (Sporting, Manchester e Real Madrid), Cristiano Ronaldo apresenta média de 0,55; Wayne Rooney tem média 0,43 com as camisas de Everton e Manchester; e por fim, o garoto Neymar alcança 0,56 gols por jogo com a camisa do Santos desde que subiu ao profissional. Enquanto isto, desde 2004, Messi apresenta-se com um valor próximo a 0,75 – isso significa que, na média, em cada 4 jogos, apenas em um deles o atacante não foi às redes.
Chegamos a um momento similar ao que foi o auge da carreira de Schumacher. A partir de um momento, recordes eram “inventados” para que o megacampeão parecesse ser mais incrível do que era (como se precisasse). Atualmente, Messi parece desafiar todas as estatísticas e se consolida cada vez mais com um gênio do futebol.
Os críticos de plantão irão levantar o ponto sobre a seleção argentina. Muito se fala que o super craque ainda deve muito com a camisa de seu país, mas o cenário é totalmente diferente e sou um daqueles que defende que por N fatores (entre eles entrosamento, tempo de preparação, posicionamento) as exibições com a camisa da seleção não conseguem retratar exatamente a grandeza do futebol de um jogador.
2012 caminha para mais um ano de estrelato na carreira de Messi, que pode ter seu ápice numa possível final da Champions League contra o Real Madrid e no provável quarto e consecutivo prêmio da FIFA como melhor jogador (será o primeiro a conquistar a premiação quatro vezes). Nos resta apenas aguardar mais feitos deste craque e ver até onde o mesmo consegue chegar! A princípio, parece não haver limites...