Desde que o centro-avante chegou ao Palmeiras, Felipão tem sido alvo de cobranças para a escalação de Wellington Paulista ao lado de Kléber no ataque palmeirense. Eu sempre tive a convicção de que ele não seria titular, por dois motivos: o primeiro, o contexto em que se deu sua contratação - vale lembrar que, na época, Dinei, o único reserva para Kléber, se machucou gravemente e o Palmeiras estava na disputa em duas competições; e a mudança tática que seria necessária na equipe.
Nessa segunda passagem do técnico no clube alviverde, a estrutura base do time foi sempre um 4-2-3-1, com raras alterações, dependendo das circunstâncias do jogo ou lesões. Essa ‘insistência’ é tornou o limitado grupo do Palmeiras um time, sem grandes variações e com pouca criatividade, mas sólido.
Diante do desfalque de Luan na partida deste fim de semana, o esperado era a entrada de Patrik nesse time-base, sem mais alterações. Felipão, no entanto, surpreendeu, e promoveu a entrada de Chico, mudando a configuração do time, que atuou num 4-3-1-2. Wellington Paulista, nas últimas partidas atuando como o meia pela direita, agora teria a oportunidade de atuar em sua posição natural como titular.
Não digo que isso foi o fator chave para a derrota do time palmeirense - seria simplista e superficial uma análise assim - mas a mudança trouxe sim complicações à equipe paulista, especialmente para lidar com os ofensivos laterais do time Cearense, com destaque ao lateral esquerdo Vicente.
A questão que coloco é a dificuldade dos atletas em geral compreenderem que, mesmo não sendo titulares, são importantes na composição de um elenco. E que muitas vezes, o atual cenário do futebol brasileiro torna os clubes e técnicos reféns da falta de opções no mercado: naturalmente que antes a possibilidade contar com um Wellington Paulista do que sair à procura de um centro-avante, que não há.
O ponto, portanto, é cada atleta ter a percepção de seu espaço no elenco. O de Wellington Paulista, a meu ver, é a reserva de Kléber.
Parabéns pelo post Felipe Gomes!
ResponderExcluirA cada dia vc se supera! Esse título foi o maior de todos!
Seu jornalismo investigativo trouxe, ao público do blog, um grave cancer do futebol professional.
Contratos, clausulas, direitos de imagem e comissões de venda que amarram e definem escalações dos times, mesmo com técnico experientes como Felipão (não o Autor, sim o Scolari!)
Gostaria de saber a opinião do autor de como curar este tumor no panorama de escassez de bons jogadores de definição?
Alberto (ansioso pelo prx post de Felipão Gomes!)