Se Cruzeiro e São Paulo não tiveram adversários em 2003 e 2007, respectivamente e nos anos de 2004, 2005, 2006 e 2008 a disputa pelo título nacional foi bipolarizada, os títulos de Flamengo e Fluminense reservaram grandes emoções para várias equipes até o último minuto de jogo da rodada final.
A tendência ao equilíbrio entre grandes times na disputa pelo sonhado título nacional foi se intensificando principalmente porque diretorias foram entendendo a “fórmula secreta” do campeonato de pontos corridos e começaram a investir em não apenas onze titulares, mas em peças de reposição para garantir fôlego por todo o campeonato. Essa falta de preparação em anos anteriores explica, por exemplo, porque Muricy Ramalho não levou o bom time do Palmeiras à taça em 2009. Faltou banco!
Porém o que preocupa para este ano não são quantas equipes brigarão pelo título ou mesmo quem serão estas e sim qual será o nível desta competição. A eliminação precoce de 5 clubes na Libertadores e uma semifinal de Copa do Brasil com os fracos Avaí e Ceará presentes já evidenciam que nem bons times temos, imagine se pensarmos em elencos.
Pegue a escalação de todos os candidatos ao título! Duvido que alguém arrisque um palpite para campeão brasileiro ou mesmo de classificados para Libertadores com o mínimo de certeza. Não há sequer uma defesa com indícios de que manterá segura com o passar das rodadas; no meio-de-campo não se vê equilíbrio entre marcação e criação (com exceção ao Cruzeiro, e São Paulo e Inter se organizando); para o ataque contamos com ótimos jogadores em diversos clubes, mas Liédson, Kléber, Fred (sem um Conca inspirado) e outros não irão resolver sozinhos.
A falta de dinheiro ou mau investimento (Thiago Neves e Ronaldinho na frente e David/Uelington na zaga) reverteu o quadro de times qualificados e preocupação em planejamento que dava sinais de que seria uma constante. A grande questão é que se os postulantes ao título chegam mais fracos para a competição, isso faz com que haja uma acomodação natural pelo lado das equipes coadjuvantes.
Analisemos os sempre favoritos grandes da capital. São Paulo, Corinthians e Palmeiras apenas envergonharam suas torcidas no primeiro semestre, muito mais preocupados com política do que futebol e apenas aplaudiram o Santos. Com os atuais elencos não assustam ninguém e não motivam Atlético-PR, Bahia, Avaí e outros a se preocuparem em estar melhor preparados. Não há como negar que o esforço será proporcional ao que é exigido pelo concorrente referência - isso não ocorre apenas no futebol, mas em qualquer setor.
Minha previsão é um campeonato nivelado por baixo e não ficarei surpreso com constantes tropeços dos grandes mesmo nos jogos mais "facéis". Talvez Neymar e Ganso nos proporcionem momentos de genialidade em alguns jogos e tenhamos um pouco mais de emoção nos clássicos. E não se enganem com a falta de 0 x 0 até agora, não necessariamente significa qualidade por parte dos times.
Seria a hora de se repensar se pontos corridos é o melhor formato para o Brasileirão?
P.S. – Considero que Vasco e Santos apenas cumprirão tabela este ano, pois o interesse pelo campeonato após os títulos do primeiro semestre será mínimo. Falando em Santos, nem mesmo o badalado time da Vila que agora conta com Borges (boa contratação!) possui um elenco decente para 38 rodadas se o Brasileiro fosse o foco.
Bruno Figuera Gomes (parente de Felipe Gomes?) mostrou tudo que sabe sobre pontos corridos!
ResponderExcluirO que surpreende é a performance do São Paulo, só fazendo o arroz com feijão (com pratas da casa) e assim mesmo... 100% O que encorpa a tendência do nivelamento por baixo!
E pior! O calendário da seleção também propicia o acomodamento dos cartolas! Já que os times teoricamente mais fortes tbm estarão enfraquecido neste mês!
Cascão (Ansioso pelo primeiro gol do Marcos12, provavelmente em cima dos gambas)