terça-feira, 20 de março de 2012

Um gênio chamado Lionel Messi

Um mágico dos campos. Um fenômeno com dribles e gols. O principal artista da exibição mais admirada. 24 anos, muitas conquistas coletivas e incontáveis títulos e recordes pessoais. Este é Leonel Andrés Messi! Não apenas o melhor jogador do mundo nos últimos anos, mas sim uma raridade que encanta, e ao mesmo tempo, chega a assustar os apaixonados por futebol com a forma como atua dentro das quatro linhas.

Dias atrás analisava uma reportagem que confrontava Pelé ao argentino! Todos vão pensar em uma pesquisa sem fundamento, já que algo incontestável é que não há como se comparar nada com o eterno 10 do Santos; porém esta era uma pesquisa interessante e que destacava não o quão distante Messi está de Pelé, mas sim o quanto este argentino já fez no futebol mundial. Me interessei por este tema e apresento alguns dados neste post.

Messi assumiu o papel de principal protagonista da equipe catalã na temporada 2008/2009 – após o título das Olimpíadas com a seleção de seu país - e coincidentemente desde então, o Barcelona apresenta o melhor futebol do mundo. Na temporada seguinte, La Pulga fez 38 gols em 51 jogos (média de 0,74 por jogo) e ajudou o time a conquistar nada menos que seis títulos, sendo a Liga dos Campeões, o Campeonato Espanhol e o Título Mundial Interclubes. Foi premiado com o título da FIFA como melhor jogador do planeta; somado a estes vários títulos de revistas européias de renome.

Em 2009/2010 a média de gols subiu para 0,88 (47 gols em 53 jogos) e em 2011/12 subiu ainda mais, alcançando 0,96 (53 gols em 55 jogos) Mesmo sem muito brilho durante a Copa do Mundo na África, Messi recebeu de forma merecida novamente o prêmio de melhor jogador. Fato que também se repetiu em 2011, mais uma vez sem nenhum questionamento. O camisa 10 do Barça simplesmente faz o que quer da bola e em dias inspirados nos presenteia com espetáculos como a atuação de gala na goleada de 7 a 1 contra o Bayern Leverkusen recentemente (jogo em que mais um recorde foi atingido: 5 gols em uma mesma partida da Champions League).

Nestas últimas duas temporadas, Messi somou mais um título da Liga dos Campeões (10/11), dois campeonatos espanhóis (09/10 e 10/11), o título mundial da FIFA 2011 e supercopas. Sendo artilheiros em algumas dessas competições, recebendo ainda mais premiações da imprensa européia e sendo extremamente decisivo em jogos importantes (inclusive contra o Real Madrid em várias oportunidades). O que mais impressiona é como ele não para de evoluir, todos os adversários sabem do perigo que é ter como adversário, mas ninguém descobre a fórmula de como pará-lo.

Na data de hoje, Messi alcançou seu 234° gol com a camisa azul-grená, tornando-se assim o maior artilheiro da história do Barcelona (recorde que pertencia a Cesar Rodriguez até então com 232 gols) e anotando assim 54°gol em 45 jogos da temporada. Uma média assustadora de 1,2 gols por jogo!!! Este fato contribui ainda mais na argumentação de como o jogador fica melhor a cada ano. O aumento gradativo da média de gols é um indicativo de que dificilmente há algum jogador que possa superar o argentino nos próximos anos.

Ao compararmos estes valores com alguns dos principais atacantes da atualidade, a distância de realidades parece ser ainda maior. Pelos clubes que jogou (Sporting, Manchester e Real Madrid), Cristiano Ronaldo apresenta média de 0,55; Wayne Rooney tem média 0,43 com as camisas de Everton e Manchester; e por fim, o garoto Neymar alcança 0,56 gols por jogo com a camisa do Santos desde que subiu ao profissional. Enquanto isto, desde 2004, Messi apresenta-se com um valor próximo a 0,75 – isso significa que, na média, em cada 4 jogos, apenas em um deles o atacante não foi às redes.

Chegamos a um momento similar ao que foi o auge da carreira de Schumacher. A partir de um momento, recordes eram “inventados” para que o megacampeão parecesse ser mais incrível do que era (como se precisasse). Atualmente, Messi parece desafiar todas as estatísticas e se consolida cada vez mais com um gênio do futebol.

Os críticos de plantão irão levantar o ponto sobre a seleção argentina. Muito se fala que o super craque ainda deve muito com a camisa de seu país, mas o cenário é totalmente diferente e sou um daqueles que defende que por N fatores (entre eles entrosamento, tempo de preparação, posicionamento) as exibições com a camisa da seleção não conseguem retratar exatamente a grandeza do futebol de um jogador.

2012 caminha para mais um ano de estrelato na carreira de Messi, que pode ter seu ápice numa possível final da Champions League contra o Real Madrid e no provável quarto e consecutivo prêmio da FIFA como melhor jogador (será o primeiro a conquistar a premiação quatro vezes). Nos resta apenas aguardar mais feitos deste craque e ver até onde o mesmo consegue chegar! A princípio, parece não haver limites...

domingo, 11 de março de 2012

A imprensa e o “craque”

Há algum tempo contesto a condição de craque que o são paulino Lucas foi elevado. Um post (http://damarcadacal.blogspot.com/2011/06/dificil-realidade-sao-paulina.html) do final de junho do ano passado comprova: “E não acredito que Lucas seja a salvação, pois não o vejo como protagonista - posso me arrepender muito dessa frase, mas acredito que este apenas seja um bom coadjuvante.” E isto se intensifica a cada dia...

A cada apito final de um jogo do São Paulo, me questiono o porquê de tanta badalação ao camisa 7 tricolor. Lucas (ainda Marcelinho na época) ganhou destaque nacional ao ser o principal jogador do time que conquistou o título da Copa São Paulo 2010 sobre a equipe santista.

Diretoria e comissão técnica depositavam muitas fichas no menino. Lucas subiu para a equipe profissional já com status de um dos principais jogadores da reformulada equipe do São Paulo, após a eliminação na Libertadores - já que a palavra de ordem era investimento na base.

Interesse das maiores equipes européias por cifras inacreditáveis começaram a surgir após a campanha no sul-americano pela seleção brasileira sub-20 fizeram que Lucas tivesse seu contrato renovado e se tornasse um dos jogadores mais valorizados do país ao lado de Neymar, Ganso e Ronaldinho. Convenhamos que “deitar e rolar” para cima dos meninos sul-americanos é tão valioso quanto às atuações de gala nos emocionantes e interessantíssimos campeonatos estaduais.

A própria torcida se empolgou e ovacionava o menino de forma impressionante. Talvez a carência de ídolos (Hernanes acabará de ser transferir para a Lazio) causou este entusiasmo exagerado. Foi convocado para os jogos seleção principal, inclusive estava no grupo da vexatória campanha na Copa América (e agora já é nome certo nas listas de Mano Menezes).

Jornais e revistas começaram a supervalorizar as jogadas do garoto e a imprensa lançava ao mundo o “Neymar do São Paulo”. Era irreversível, nascia o CRAQUE Lucas...

Desde sua estréia, Lucas fez sim alguns belos gols, jogadas de muita classe e deu assistências em rápidos contra golpes, mas nunca foi decisivo. Se analisarmos os jogos decisivos ou clássicos, veremos Lucas quase 100% do tempo no lado direito do ataque esperando a bola chegar. Não se apresenta e o quando o faz, é sem objetividade!

É chavão, mas antes arriscar do que se omitir. Muito se falava de Dagoberto, mas considerava um absurdo ver o nome do ex-camisa 25 ser gritado de forma menos intensa que o do meia no Morumbi. Enquanto jogaram juntos, Dagoberto foi muito mais “craque” que Lucas.

Não tenho as estatísticas, mas muitos cartões, faltas e chances de gol para o adversário devem ter sido gerados dos excessos de Lucas. Recentemente o terceiro gol sofrido no clássico com Palmeiras é um belo exemplo! Muito se fala da postura de Casemiro, mas o vejo exatamente na mesma situação para Lucas: foram convencidos de que podiam ser protagonistas, mas são apenas bons jogadores dentro de um qualificado time.

Não há como dizer que o são paulino é craque! Neymar sim é craque e merece aparecer em todos os programas de TV, ser fotografado e dar entrevistas no carnaval em Salvador, e falar o que quiser nas redes sociais. O santista faz por merecer, vide os 4 títulos conquistados e as atuações espetaculares quando o time alvinegro precisa. Atualmente, Lucas tem todos esses momentos de Neymar fora de campo, mas quando a bola rola isso não se repete. É sim um garoto diferenciado, porém a imprensa criou mais um “monstro” que foi convencido que pode decidir sozinho.

Lucas deveria preocupar-se em jogar futebol primeiro e justificar tudo que “conquistou” até agora. Deve muito para a torcida que se empolga com a habilidade ímpar que o mesmo possui, mas a decepção já toma parte dos torcedores e em breve a cobrança irá chegar (como esse menino me faz lembrar a história de Kaká pelo time do Morumbi!!!). Acredito que ele possa ser muito importante durante este ano, mas como um daqueles coadjuvantes essenciais que toda equipe necessita.

Apenas Rogério Ceni e Luis Fabiano possuem potencial para serem decisivos neste elenco do São Paulo. Lucas é tão importante quanto Cortez, Cícero ou Jadson e juntamente com estes pode fazer a diferença, mas se continuar comportando como atualmente, apenas atrapalhará.

Veremos as cenas dos próximos capítulos! Serão novas atuações de Raí contra Catanduvenses ou Linenses e omissão em grandes jogos ou Lucas realmente tem qualidade para ser o principal do São Paulo, e posteriormente de um Chelsea, Inter ou Barcelona? O quanto que a participação da imprensa pode ser negativa na carreira de bons jogadores que são convencidos de que podem ser um novo Pelé? Qual a parcela de culpa da diretoria do São Paulo na formação deste craque ao lança-lo em um equipe em formação?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Um São Paulo com (velhos) problemas; um São Paulo promissor: a diferença entre os 45min

Apesar dos 3x0 no último jogo pela Copa Sulamericana, o São Paulo não fez uma boa partida, como não fez também no jogo de ida. Mas o que explica, então, a vitória do time do Morumbi? A meu ver, uma única circunstância da partida: o primeiro gol.

A tônica do primeiro tempo foi um São Paulo completamente anulado pelo time cearense, com a evidente falta de um ‘pensador’ no seu meio de campo. Este tipo de jogador, diga-se, nunca foi uma necessidade prioritária no time paulista (lembre-se que o time campeão brasileiro em 2008 não tinha nenhum jogador com essa característica), mas ficou muito clara no duelo desta quarta-feira. Apesar da boa movimentação, especialmente de Fernandinho e Dagoberto, o que acontecia quando a bola chegava nos dois? O time acelerava. E quando chegava em Lucas? De novo, o time acelerava. Porém, sem um jogador de referência, a equipe apenas circundava a área, sem penetração. As aproximações dos laterais – raras, outra deficiência do time – também não eram produtivas, pela mesma razão.

No segundo tempo, entretanto, é que sobressaíram as virtudes do São Paulo. A primeira delas, o bom elenco que possui, que se não é equilibrado, traz boas opções para o técnico Adilson Batista. O gol de Cícero deu margem, assim, ao cenário mais favorável para o time tricolor: a possibilidade de acelerar e contra-atacar.

E como é veloz! Não sou um admirador do futebol de Lucas, porque acredito que tem limitações técnicas para ser meia, mas é inegável sua letalidade quando possui espaço para avançar coma bola dominada. E foi explorando essa característica é que nasceu o terceiro gol, que sacramentou a classificação do time do Morumbi às oitavas de final.

Fato é que essa distinção dos dois tempos retrata bem as oscilações deste time. O São Paulo precisa de um meia? Não. Precisa encontrar uma maneira de encontrar espaços quando não há, para usufruir de sua mais forte característica: sua velocidade.

Obs: Rivaldo, na minha opinião, não deve ser titular. E não deve jogar todos os jogos, ainda que se diga preparado, pois seguramente não suportaria o excessivo número de jogos. Ele deve ser aproveitado em algumas situações de jogo, já que, jogando como meia, cadencia em demasia o jogo; contrastando não só com o time, mas com a maneira como o próprio Adilson gosta de montar suas equipes.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Onde jogará Fábregas neste Barcelona? No banco

Entre as coisas que me incomodam no futebol, principalmente nos grandes clubes, são as contratações que eu diria ‘sem fundamento’, aquelas que não vêm nem para preencher uma lacuna de elenco nem ao menos melhorar a qualidade do atual. A contratação de Fábregas pelo Barcelona se enquadra nesta categoria.

Em primeiro lugar, porque para mim não há outro nome senão tolice essa obsessão do time catalão pelo jogador. Em segundo, é difícil imaginar mudanças na equipe titular, que teria que se ajustar (muito) apenas para proporcinar a entrada do camisa 4.

Vamos às possibilidades (parto do pressuposto, notavelmente observado nas últimas temporadas, que Busquets, Xavi e Iniesta são intocáveis neste time). Mantido o tradicionalíssimo 4-3-3, a única alternativa seria deslocar Iniesta para a ponta direita, no lugar de Pedro (ou de Alexis Sanchéz?!), com Fábregas entrando no time como meia pela esquerda.

Uma segunda alternativa seria o 4-2-3-1 já testado na temporada 2009/2010, com a diferença de que Messi seria o ‘centroavante’, ao invés do meia pelo centro como foi na citada temporada. Assim, Busquets e Fábregas seriam a dupla de volantes, com Iniesta, Xavi e Pedro (ou Alexis Sanchéz) como articuladores.

Uma terceira, mais radical, seria o 3-4-3 testado em alguns momentos da temporada passada. Neste, Busquets poderia ser recuado como líbero, Fábregas e Xavi a dupla de volantes, Abidal e Daniel Alves nas alas, e no trio de ataque, Iniesta pela ponta esquerda (Villa ou Pedro cederiam espaço, neste caso). Teoricamente, este poderia até jogar na meia esquerda, embora não o tenhamos visto jogar nesta posição especificamente ainda.

Fato é, percebe-se, que a chegada de Alexis Sanchéz já nos forçou a especular como jogaria este time. Mais complicado ainda o fazer após a chegada de Fábregas. O ponto de equilíbrio, no entanto, é o talento de Pep Guardiola à frente de seu time, que a cada ano de seu comando trouxe mudanças positivas para a equipe.

Ele pode até fazer com que tantos excelentes jogadores consigam atuar (e bem) juntos. Mas certamente concordaria que, entre todas as posições de seu elenco, o que ele menos precisava era um meia.

Mascherano, nas poucas vezes em que foi titular, jogou boa parte como zagueiro. A história pode se repetir nessa temporada.



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Botafogo x Vasco: o Botafogo de amanhã pode ser o Vasco de hoje

De certa forma, o Botafogo é o time do Brasileirão que me traz, à mesma proporção, reticência e expectativa. Neste domingo, deu mostras de que sua campanha deve pender mais para a segunda.

Se no meu post anterior sobre o time minha análise foi mais fria e mais crítica, dessa vez vou me ater mais às virtudes do time, sem, porém, a exaltação que existiria após esse (no mínimo) particular 4 x 0 no clássico do fim de semana.

A começar pelo seu treinador. Desde que retornou, Caio Júnior tem enfatizado a experiência que teve no Japão e o que o trabalho pode render num médio prazo. Se o técnico não possui um currículo que lhe valha a unanimidade, um fato não se pode negar: ele é o técnico de bons feitos em prazos mais extensos (Paraná em 2006, Palmeiras em 2007, ainda que esta última sem atingir os objetivos ao final do ano).

Da mesma maneira, ele tem destacado, partida após partida, os trabalhos táticos que tem desenvolvido; o que de certa maneira, juntamente com a evolução nítida da equipe, é um indicativo de que hoje é um treinador mais maduro.

À parte esse aspecto, o time tem qualidade, subestimada no início do campeonato. Tem um centroavante que faz o melhor trabalho de pivô no Brasil (Loco Abreu evidencia cada vez mais a carência que temos dessa posição), meias criativos (Elkeson pode ser eleito uma das revelações do campeonato) e uma dupla de volantes com grande potencial (Renato teve uma atuação excelente neste domingo). A linha de zaga é mediana, mas tem entrado em equilíbrio e evoluído conjuntamente ao time.

O que enxergo neste Botafogo é o que vi no começo do ano com o Vasco. Um elenco mediano, montado lentamente ao longo de anos, reforçado adequada e pontualmente em algumas posições chaves. E que pode render bons frutos com a paciência que este trabalho exige.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

E a Copa Sulamericana vai começar!

Se antes esta Copa significava somente dinheiro, agora substitui a Copa do Brasil como o “caminho mais curto para a Libertadores”. Dia 14 de Dezembro conheceremos o campeão do torneio, que estará classificado para a Libertadores de 2012.

Segue uma breve análise com meus palpites para os confrontos desta fase:

Vasco x Palmeiras

Não há como não se lembrar daquele histórico 4x3 ao se falar em Vasco e Palmeiras na Copa Sulamericana (na época Mercosul). Com certeza estes próximos jogos não nos proporcionarão as mesmas emoções de 1999, mas é o principal embate entre brasileiros nesta fase da competição.

A equipe vascaína faz uma ótima campanha no ano de 2011. Ricardo Gomes possui um belo time e algumas boas opções de reposição. Ao contrário do que se pensava, o time não se acomodou após título da Copa do Brasil e a vaga assegurada na Libertadores 2012. Mas muito provavelmente o comprometimento do time de Juninho, Diego Souza, Dedé e cia não será mantido até o final do ano, logo menos o relaxamento natural fará parte do dia a dia de São Januário e o foco será a preparação para a principal competição da América Latina no primeiro semestre do ano que vem.

Um time cheio de limitações, mas organizado e com um competente técnico. Este é o Palmeiras 2011! Apenas duas derrotas no campeonato nacional e 10 gols sofridos em 15 jogos. Com a chegada de Henrique, o Verdão está ainda mais forte para o segundo semestre. É evidente que essa equipe nunca chegará a dar espetáculo, mas um time seguro e marcador que conta com os diferenciados Kléber e Valdívia para desequilibrar no ataque.

Diferente de 12 anos atrás, meu palpite são jogos sem muita movimentação e o copeiro Felipão levando o Palestra à próxima fase para enfrentar Aurora (BOL) ou San José (BOL) x Nacional (PAR).

Atlético-MG x Botafogo

O inconstante time mineiro (4 vitórias, 3 empates e 8 derrotas no Brasileiro) enfrenta o equilibrado time do Botafogo (atualmente em 6° no nacional). Os dois alvinegros não conseguem ter performances equivalentes a seus rivais há anos e talvez as duas equipes que mais estejam em dívida com suas torcidas pelo tempo sem vencer um título de expressão.

A consistência do meio campo botafoguense, reforçada pela chegada de Renato, é o que se tem a destacar nesta partida. O sempre contestado Caio Júnior desempenha bom trabalho com o time e apesar de não possui um elenco qualificado consegue colocar o Fogão como forte candidato a uma vaga na Libertadores de 2012. Loco Abreu, Elkeson e Maicosuel podem fazer a diferença nestas duas partidas.

Mais um ano de fracasso para a equipe mineira. Assim como no ano passado, a equipe atleticana deve brigar para não jogar a série B no próximo ano. Agora sem o bom Dorival Júnior, o Atlético-MG junta os cacos para tentar algo contra o time de General Severiano. Cuca salvará o Galo do rebaixamento, mas não há como imaginar nada além disto para o 2011 atleticano com um time recheado de incógnitas depois de péssimos investimentos.

A análise dos jogadores que compõem os elencos mais resultados obtidos este ano apontam o Botafogo como favorito para este confronto. O time carioca duelará com Deportivo Cali (COL) ou Univ. Cesar Vallejo (PER) x Santa Fé (COL).

Ceará x São Paulo

Teoricamente o jogo mais fácil desta rodada. Apesar de todos os problemas na zaga, o tricolor é franco favorito nesta partida. O Ceará não demonstra a mesma força do ano passado, nem mesmo jogando no Vozão - o próprio São Paulo já derrotou a equipe cearense em seus domínios este ano.

A equipe são-paulina conta com ótimas opções de meio campo e que possibilitam variações com Denilson, Jean, Wellington, C. Paraíba, Lucas, Rivaldo, Marlos, Cícero (em breve Cañete e Casemiro reforçarão esta lista). Nenhuma equipe brasileira possui potencial equivalente para este setor e creio que este será o diferencial do São Paulo não somente nos confrontos contra o Ceará, mas em todas as partidas que vir a disputar este ano.

Nem mesmo o grande apoio da torcida no Presidente Vargas e a presença do pentacampeão Edmilson indicam que o Ceará colocará obstáculos no caminho são paulino. A equipe poderá concentrar suas forças na (difícil) luta contra o rebaixamento.

Caso o time do Morumbi não repita o vexame do primeiro semestre contra o Avaí, será o adversário de Libertad (PAR) ou La Equidad (COL)/Juan Aurich (PER).

Flamengo x Atlético-PR

O primeiro cada vez mais se consolida como candidato ao título do Brasileirão e o segundo em um ritmo lento vai mostrando que não será o saco de pancadas do campeonato brasileiro. Justamente as posições das equipes no campeonato farão deste duelo rubro-negro o mais imprevisível entre os brasileiros. A taça e a manutenção na série A são os objetivos dos times e dessa forma não devem entrar com força máxima nesta competição.

O momento do Flamengo é especial! Ronaldinho volta a ser decisivo, Luxemburgo volta a comandar como o velho Luxa e a torcida começa a dar créditos a esta ótima equipe: Felipe, Léo Moura, David Braz, Alex Silva e Júnior César; Airton, Willians, Renato e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid. O "profexô" não possui um elenco competitivo para os dois campeonatos e deve aproveitar o embalo das últimas 4 vitórias e priorizar o título nacional.

Três vitórias, dois empates e duas derrotas. Esta é a campanha de Renato Gaúcho à frente do Furacão. Uma bela recuperação para um time que tinha somado apenas 1 ponto em 8 rodadas. O discurso dos jogadores é que ganharam confiança com a chegada do atual treinador – algo que os outros quatro técnicos que passaram pela equipe este ano não conseguiram. Agora o foco é se manter na principal competição nacional; e este time não parece ter potencial para repetir as campanhas de Goiás e Fluminense dos últimos anos.

Entre os dois desinteressados, meu palpite é a classificação do Atlético. Confio que Dep. Concepción ou Universidad de Chile x Fénix (URU) ou Nacional (URU) terá como adversário a equipe paranaense.


domingo, 31 de julho de 2011

A diferença sutil entre reforço e contratação, e a questão: o campeonato irá melhorar após a janela?

A janela de meio de ano tradicionalmente representa mais uma ameaça aos times brasileiros do que uma esperança de melhorias. Neste ano a realidade foi um pouco diferente, como se nota na lista de contratações e vendas a seguir:

*Obs: selecionei apenas os nomes que, na minha opinião, têm qualidade para pelo menos serem úteis aos clubes de destino
.

QUEM ENTRA
Atlético-MG: André (ATA – Bordeaux)
Atlético-PR: Rodriguinho (ATA – Fluminese); Edilson (LD – Grêmio)
Botafogo: Gustavo (ZAG – Lecce); Felipe Menezes (MEI – Benfica); Renato (MEI – Sevilla); Elkeson (MEI/ATA – Vitória)
Corinthians: Ramon (LE – Vasco); Emerson (ATA – Sem clube); Alex (MEI – Spartak Moscou)
Cruzeiro: Cribari (ZAG – Napoli); Charles (MEI – Santos)
Flamengo: Alex Silva (ZAG – Hamburgo); Airton (VOL – Benfica); Junior César (LE – São Paulo)
Fluminense: Rafael Sóbis (ATA – Internacional); Ciro (ATA – Sport); Martinuccio (ATA – Peñarol)
Grêmio: Gilberto Silva (VOL – Panathinaikos); Marquinhos (MEI – Avaí); Miralles (ATA – Colo Colo)
Internacional: Sandro Silva (VOL – Málaga); Jô (ATA – Manchester City)
Palmeiras: Henrique (ZAG – Barcelona); Maikon Leite (ATA – Santos)
Santos: Ibson (MEI – Spartak Moscou); Henrique (VOL/MEI – Cruzeiro); Alan Kardec (ATA – Benfica); Borges (ATA – Grêmio)
São Paulo: Denilson (VOL – Arsenal); Cícero (MEI – Wolfsburg); Píris (ZAG/LD – Cerro Porteño)
Vasco: Juninho Pernambucano (MEI – Al Gharafa); Renato Silva (ZAG – Shandong Luneng)

QUEM SAI:
Corinthians: Dentinho (MEI/ATA - Shaktar Donetsk); Bruno César (MEI – Benfica)
Cruzeiro: Henrique (VOL/MEI – Santos)
Fluminense: Conca (MEI – Guangzhou)
Grêmio: Borges (ATA – Santos)
Palmeiras: Danilo (ZAG – Udinese)
Santos: Jonathan (LD – Inter de Milão); Alan Patrik (MEI - Shaktar Donetsk); Maikon Leite (ATA – Palmeiras); Zé Eduardo (ATA – Genoa)
São Paulo: Rodrigo Souto (VOL – Jubilo Iwata); Junior César (LE – Flamengo); Miranda (ZAG – Atlético de Madrid)
Vasco: Ramon (LE – Corinthians)

O que se nota ao observar essas listas é que as perdas foram repostas de maneira geral com uma contratação de mesma qualidade. A questão que proponho é a seguinte: ao colocar na balança, quais destas contratações efetivamente contribuirão para melhorar a qualidade técnica geral do time?

A meu ver, seis. A chegada de Renato ao Botafogo, juntamente com os demais bons jogadores que formam seu elenco, colocou o clube na posição de brigar realmente por uma vaga na Libertadores até o final do campeonato. Alex foi certamente uma das grandes contratações desta janela, vale ressaltar que foi lembrado até mesmo por Dunga em quatro ocasiões. O Flamengo possui uma dupla de zaga apenas mediana, e a chegada de Alex Silva certamente dará maior estabilidade ao time carioca, até mesmo para elevar a média de altura da equipe (acredito que ele poderá novamente atuar em bom nível, ao contrário do final dessa sua segunda passagem pelo São Paulo). Se isso vale para o time rubro-negro, para o Palmeiras a perda de Danilo possivelmente não será tão sentida: Henrique já demonstrou sua qualidade na curta passagem em que conquistou o título paulista. Outro Henrique, o volante/meia do Cruzeiro, tem se destacado desde o ano passado, recebendo inclusive propostas da Europa (a Fiorentina investiu no jogador em mais de uma ocasião), e foi uma contratação que realmente me surpreendeu.

E chegamos ao último e acredito que seja o maior dos reforços desta janela. Denilson chegou ao São Paulo sem um terço da badalação de outras, como a de Alex e Renato, por exemplo. Mas, se o volante já destacou em outras temporadas no duríssimo campeonato inglês, é muito provável que seu futebol destoe positivamente no futebol brasileiro. A minha convicção pode soar exagerada, mas note como cada vez mais os volantes ditam o ritmo das partidas, muito mais do que os meias propriamente ditos, girando a bola pelos lados, alternando os momentos de verticalização, etc. Essa qualidade Denilson tem (veja o interessante artigo “A razão pela qual Arsene Wenger adora Denilson”).

Ainda assim, seis reforços de fato entre os vinte clubes da série A são um número baixo para o campeonato que esperamos. E que pode confirmar o que se discute e foi tema abordado inclusive neste blog: será que esta será a pior edição do Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos?

Nota: parece até uma contradição levantar essa questão depois do histórico Santos x Flamengo do meio da semana, mas garanto: falarei sobre isto futuramente.