terça-feira, 9 de agosto de 2011

Botafogo x Vasco: o Botafogo de amanhã pode ser o Vasco de hoje

De certa forma, o Botafogo é o time do Brasileirão que me traz, à mesma proporção, reticência e expectativa. Neste domingo, deu mostras de que sua campanha deve pender mais para a segunda.

Se no meu post anterior sobre o time minha análise foi mais fria e mais crítica, dessa vez vou me ater mais às virtudes do time, sem, porém, a exaltação que existiria após esse (no mínimo) particular 4 x 0 no clássico do fim de semana.

A começar pelo seu treinador. Desde que retornou, Caio Júnior tem enfatizado a experiência que teve no Japão e o que o trabalho pode render num médio prazo. Se o técnico não possui um currículo que lhe valha a unanimidade, um fato não se pode negar: ele é o técnico de bons feitos em prazos mais extensos (Paraná em 2006, Palmeiras em 2007, ainda que esta última sem atingir os objetivos ao final do ano).

Da mesma maneira, ele tem destacado, partida após partida, os trabalhos táticos que tem desenvolvido; o que de certa maneira, juntamente com a evolução nítida da equipe, é um indicativo de que hoje é um treinador mais maduro.

À parte esse aspecto, o time tem qualidade, subestimada no início do campeonato. Tem um centroavante que faz o melhor trabalho de pivô no Brasil (Loco Abreu evidencia cada vez mais a carência que temos dessa posição), meias criativos (Elkeson pode ser eleito uma das revelações do campeonato) e uma dupla de volantes com grande potencial (Renato teve uma atuação excelente neste domingo). A linha de zaga é mediana, mas tem entrado em equilíbrio e evoluído conjuntamente ao time.

O que enxergo neste Botafogo é o que vi no começo do ano com o Vasco. Um elenco mediano, montado lentamente ao longo de anos, reforçado adequada e pontualmente em algumas posições chaves. E que pode render bons frutos com a paciência que este trabalho exige.

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