segunda-feira, 11 de julho de 2011

Até quando Palmeiras será sinônimo de crise?

Vágner Love. Diego Souza. Robert. Será que Kléber vai aumentar essa lista em breve? Há alguns dias atrás Tinga era a bola da vez para deixar o Verdão. Lincoln esteve quase fora. Até o mago Valdívia foi alvo de especulações para saída. Tudo isto apenas neste ano. O que acontece com o Palmeiras? Como explicar o comportamento da diretoria palestrina?

Há 10 anos o alviverde vem acompanhando Santos, São Paulo e Corinthians viverem ótimas fases e pequenas crises, porém na maioria das vezes “lavando a roupa suja dentro de casa”. Já para o Palmeiras qualquer tropeço vira uma grande queda, qualquer falha se transforma em uma cobrança além dos limites e até grandes vitórias virando questionamentos e discussões.

As coletivas após os jogos contra Avaí e Santos são as maiores provas que Luiz Felipe está irritado com o que acontece no clube. Após boas exibições e vitórias convincentes, ao invés de comentar sobre o desempenho da equipe ou grandes atuações em campo, teve que se defender da imprensa e jogar “panos quentes” sobre crises extra campo. Futebol fica em segundo plano e desde a derrota para o Goiás na Sulamericana é quase impossível ver uma semana de tranquilidade e sem polêmicas no Palmeiras.

Analise algumas frases dos dirigentes palmeirenses nos últimos meses:

"Eu queria mesmo o Dagoberto. Ano passado o São Paulo quis o Valdivia. Se quiserem de novo, eu toparia trocá-lo pelo Dagoberto"

"Ter eu não tenho (o dinheiro), mas vou ter de me virar. Nem dá vontade de pagar. Ele só quer saber de cair na noite, não está querendo nada"

"Nossa folha salarial é de time europeu, mas o futebol é de time de Segunda Divisão. Foi decepcionante, broxante.”

"No Palmeiras ele tem o espaço e no Flamengo pode não dar certo”

Mais parecem declarações de torcedores de cabeça quente. Até a torcida é compreensível com a atual fase do time, com Felipão conseguindo resultados expressivos com um limitadíssimo elenco, mas a diretoria não consegue gerenciar de forma decente o ambiente e garantir tranquilidade para que o time alcance bons resultados.

Apoio e suporte poderiam substituir declarações desnecessárias como as citadas acima. Como cobrar seus empregados após cirticá-los publicamente ou questionar seu potencial? Porque não resolver internamente insatisfações de jogadores? O técnico é a pessoa certa para defender o clube em assuntos fora das quatro linhas?

Vejamos os próximos episódios da novela Kléber e até quando o amadorismo dos comandantes do futebol palmeirense irá interferir no dia a dia de Felipão e dos jogadores. Espero poder ver as manchetes relacionadas às especulações de novos jogadores ou discussões sobre esquema tático como todas as equipes brasileiras. Talvez falte apenas esses "pequenos detalhes" para que o Verdão volte a conquistar um grande título.

2 comentários:

  1. Belo texto sobre a eterna crise alvi-verde. Fatou citar o glorioso Obina, que se meteu em encrenca em jogo contra o Grêmio no estádio Olímpico. Naquele campeonato, Brasileiro de 2009, e momento Palmeiras deixava de ser um dos principais candidatos ao título.

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  2. Belluzzo tinha um ego maior que dos jogadores e não soube canalizar a paixão dele para melhores resultados, pelo contrário, fez com quem ele se perdesse.

    Agora, Tirone parecia querer aparecer pouco, ms tem tido destaque nas ultimas polemicas alviverdes. Mostrou que não estava preparado para pressão do cargo.

    Enfim, a confusão da cúpula palmeirense de um sem número de velhos conselheiros é sem dúvida o maior gol contra do palestra.

    Agora, com a vinda de Henrique, martinuccio, manutenção de Kleber, valdivia... Mostra que podemos nos surpreender com atual diretoria do porco. Apesar da torcida contra dos rivais paulistanos.

    Alberto (cansado deste assunto)

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