Uruguai x Argentina: grande jogo, algumas atuações de destaque e a consolidação da seleção uruguaia foram as marcas do clássico do sábado.
A seleção uruguaia teve as duas melhores atuações individuais da partida (o goleiro Muslera e o volante Arévalo Rios), um Diego Forlán longe de seus melhores momentos, mas de eficiência indiscutível – seja nas decisivas bolas paradas, seja no combate aos volantes argentinos – e o bom comportamento da equipe, que, apesar de excessivamente faltosa nesta partida, é candidatíssima ao título.
A seleção argentina, a meu ver, fez um bom primeiro tempo, e teve bons momentos no segundo. A escolha do time titular foi acertada: com Higuaín muitas vezes fazendo o trabalho de marcação à direita (dando assim maior liberdade à Messi), Gago provendo força de marcação no meio campo, e Messi aproveitando-se da lentidão de Cáceres pela esquerda (note como no lance do gol, o lateral está mal posicionado e chega atrasado na jogada, dando tempo suficiente para o camisa 10 concluir precisamente sua assistência).
Acredito que a Argentina demonstrou evolução na competição, apesar dos poucos jogos. Messi sinaliza que pode render o que dele se espera, e só foi parado pela dureza do combate uruguaio e a atuação irrepreensível do goleiro Muslera. A entrada de Pastore no time titular me parece a grande questão do futuro dessa seleção: primeiro, pelo contrasenso que representou sua irregular temporada pelo Palermo frente a sua indiscutível qualidade; segundo, a maneira pela qual será necessário encaixar seu futebol com o de Messi – no jogo com o Uruguai ficou evidente em alguns momentos como ambos os jogadores buscavam a mesma faixa de campo, encurtando os espaços.
Brasil x Paraguai: quando ocorre uma eliminação do time brasileiro, lá correm jornalistras e comentaristas buscando alguma explicação ou um culpado pela queda. Dessa vez, não importa a argumentação, o Brasil perdeu, pura e simplesmente, perdeu.
Mano Menezes teve acertos. Apostou na estrutura tática já convencional e o mesmo time titular, porém dessa vez a equipe apresentou uma mobilidade muito maior, alternando o sistema de três meias ocasionalmente para dois, que teve como consequência um volume de jogo muito maior, méritos não apenas disso, mas da boa atuação de Robinho (arrisco, sua melhor desde a última Copa América). A seleção fez, como é quase um consenso, a melhor partida da era Mano Menezes.
O Paraguai apresentou-se sem surpresas também, no seu esquema também tradicional, com a proposta de jogo igual às partidas anteriores: encurtar os espaços com suas duas linhas compactas, e explorar as jogadas pelas laterais, especialmente à esquerda com Estigarribia. Das duas, apenas a primeira características se efetivou no jogo e, diga-se, foi suficiente.
O Paraguai segue, forte como foi desde o início do torneio, e o Brasil fica. A meu ver, Mano Menezes acertadamente fica.
Chile x Venezuela: caiu a seleção de maior destaque ofensivo da competição. O Chile fez ótimas partidas (embora esta das quartas tenha sido sua pior exibição), com um futebol inteligente e de bom toque de bola, sabendo alternar os momentos de verticalização e jogadas laterais.
A Venezuela, por sua vez, se não apresenta destaques individuais e nem a solidez da seleção paraguaia, por exemplo, mas tem um time organizado e que soube explorar o que talvez fosse o principal gargalo da seleção chilena: sua fragilidade diante de jogadas aéreas.
E a Copa América segue contrariando as previsões. E nos trazendo grandes jogos.
A seleção uruguaia teve as duas melhores atuações individuais da partida (o goleiro Muslera e o volante Arévalo Rios), um Diego Forlán longe de seus melhores momentos, mas de eficiência indiscutível – seja nas decisivas bolas paradas, seja no combate aos volantes argentinos – e o bom comportamento da equipe, que, apesar de excessivamente faltosa nesta partida, é candidatíssima ao título.
A seleção argentina, a meu ver, fez um bom primeiro tempo, e teve bons momentos no segundo. A escolha do time titular foi acertada: com Higuaín muitas vezes fazendo o trabalho de marcação à direita (dando assim maior liberdade à Messi), Gago provendo força de marcação no meio campo, e Messi aproveitando-se da lentidão de Cáceres pela esquerda (note como no lance do gol, o lateral está mal posicionado e chega atrasado na jogada, dando tempo suficiente para o camisa 10 concluir precisamente sua assistência).
Acredito que a Argentina demonstrou evolução na competição, apesar dos poucos jogos. Messi sinaliza que pode render o que dele se espera, e só foi parado pela dureza do combate uruguaio e a atuação irrepreensível do goleiro Muslera. A entrada de Pastore no time titular me parece a grande questão do futuro dessa seleção: primeiro, pelo contrasenso que representou sua irregular temporada pelo Palermo frente a sua indiscutível qualidade; segundo, a maneira pela qual será necessário encaixar seu futebol com o de Messi – no jogo com o Uruguai ficou evidente em alguns momentos como ambos os jogadores buscavam a mesma faixa de campo, encurtando os espaços.
Brasil x Paraguai: quando ocorre uma eliminação do time brasileiro, lá correm jornalistras e comentaristas buscando alguma explicação ou um culpado pela queda. Dessa vez, não importa a argumentação, o Brasil perdeu, pura e simplesmente, perdeu.
Mano Menezes teve acertos. Apostou na estrutura tática já convencional e o mesmo time titular, porém dessa vez a equipe apresentou uma mobilidade muito maior, alternando o sistema de três meias ocasionalmente para dois, que teve como consequência um volume de jogo muito maior, méritos não apenas disso, mas da boa atuação de Robinho (arrisco, sua melhor desde a última Copa América). A seleção fez, como é quase um consenso, a melhor partida da era Mano Menezes.
O Paraguai apresentou-se sem surpresas também, no seu esquema também tradicional, com a proposta de jogo igual às partidas anteriores: encurtar os espaços com suas duas linhas compactas, e explorar as jogadas pelas laterais, especialmente à esquerda com Estigarribia. Das duas, apenas a primeira características se efetivou no jogo e, diga-se, foi suficiente.
O Paraguai segue, forte como foi desde o início do torneio, e o Brasil fica. A meu ver, Mano Menezes acertadamente fica.
Chile x Venezuela: caiu a seleção de maior destaque ofensivo da competição. O Chile fez ótimas partidas (embora esta das quartas tenha sido sua pior exibição), com um futebol inteligente e de bom toque de bola, sabendo alternar os momentos de verticalização e jogadas laterais.
A Venezuela, por sua vez, se não apresenta destaques individuais e nem a solidez da seleção paraguaia, por exemplo, mas tem um time organizado e que soube explorar o que talvez fosse o principal gargalo da seleção chilena: sua fragilidade diante de jogadas aéreas.
E a Copa América segue contrariando as previsões. E nos trazendo grandes jogos.
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