Às vezes quando não por raras vezes eu me pego assistindo aos comentaristas esportivos já mais rodados, incomoda-me ou pelo menos me causa estranheza o saudosismo que, inevitavelmente, pertence a essas gerações. Como por exemplo, quando escutei após a estreia da seleção verde e amarela “O Brasil não pode empatar, menos ainda perder da Venezuela!”. Pois eu digo: pode, não me admira que possa.
O que falta é considerar uma característica que nos passa desapercebida muitas vezes: a falta de identidade nas seleções nacionais. Os exemplos mais simbólicos para mim são duas seleções de pouca tradição que apresentaram um bom futebol na última Copa: Gana e Japão.
Há dez, quinze anos, as seleções africanas eram tidas como a referência do futebol irrevente. A seleção ganesa não apresentou nenhum resquício dessa herança: comandada pelo sérvio Milovan Rajevac, tinha como base um time solidamente posicionado e fisicamente robusto. O Japão, por sua vez, sempre foi a seleção dos velocistas. A seleção de 2010 era rápida, mas não era esta sua principal característica: era, novamente, a consistência como equipe.
Este cenário se faz nitidamente presente nesta Copa América. Seleções como Venezuela, Peru, Chile, estão competitivas, e têm condição de avançar na competição. Se isso acontecer, nada mais do que a filosofia predominante do futebol de hoje: aproveitar-se dos erros em detrimento de se construir oportunidades.
Excelente Post!
ResponderExcluirVou usar seus argumentos nas próximas rodas de discussão de futebol. :)
Abraço!